A chance de pum pegar fogo existe, sim, mas é muito pequena. Entre os gases que compõem o pum está o metano (CH4), que é uma substância combustível e pode incendiar se em contato com algo que produza fogo, como uma faísca de um isqueiro.
A presença do metano depende da alimentação, mas a concentração em geral é baixa, cerca de 25% dos gases. Só para comparar, um cilindro de Gás Natural Veicular (GNV) contém 80% de metano. Nesse caso, a probabilidade de pegar fogo é significativamente maior, por isso a necessidade de manter um equipamento dentro das normas de segurança.
Também estão presentes na flatulência, de acordo com o professor de Química João Usberco, do Anglo Vestibulares, gás carbônico, oxigênio, nitrogênio e outros derivados, como o gás hidrogênio e o gás sulfídrico, que não pegam fogo.
Na flatulência das vacas, a concentração de metano é bem maior, e o processo de digestão destes animais produz grandes quantidades do gás. Quando liberado na atmosfera, o metano aumenta o efeito estufa, o que contribui para o aquecimento global. Mesmo com essa potência toda, a possibilidade de um pum de vaca pegar fogo também é muito pequena.
Pela grande concentração de metano, o estrume de cavalos, assim como os excrementos de suínos, aves e caprinos, são utilizados no Brasil para a produção de energia. Vários projetos em localidades diferentes do Brasil, como Brasília, Paraná, Tocantins e Ceará, já utilizam biogás, produzido a partir das fezes de animais, para produzir energia limpa e renovável.
A diretora do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Laura Porto, afirma que a utilização dessa matéria-prima para produção de biogás colabora para a redução
no lançamento de gases que causam efeito estufa.
julho 29, 2008
Publicado por Renatex FREAK |
ambiente, assuntos diversos, poluição, saúde | aquecimento global., atmosfera, digestão, efeito estufa, gases, isqueiro, metano, pum, segurança |
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O rio Tietê em dias de calor, uma fábrica de sabão, as proximidades de um curtume, um colega que não toma banho nunca. Alguns cheiros, de tão desagradáveis, podem causar náuseas, mal-estar e brigas mas, decididamente, não fazem mal à saúde.
“Cheiro ruim não mata”, afirma o professor do curso de Medicina do campus de Canoas da Universidade Luterana do Brasil Eduardo Bartholomay.
O cardiologista lembra que, inclusive, há gases muito associados ao mau cheiro que dificilmente podem matar por intoxicação. Um deles é o metano, conhecido por compor até 25% dos puns humanos. Apesar de não ter cheiro sozinho, o metano é bastante fedorento quando acompanhado pelos gases produzidos pela digestão.
Por outro lado, alguns gases perigosíssimos não têm cheiro algum. Um deles é o monóxido de carbono (CO), que praticamente não tem odor e é produzido, por exemplo, com a queima de combustível. Daí a razão de não ser aconselhável permanecer com o carro ligado numa garagem fechada: expor-se a altas doses de CO por algum tempo faz com que o sangue reduza a capacidade de carregar oxigênio, podendo até levar à morte por asfixia.
Mesmo que um cheiro ruim demais faça a pessoa se sentir mal, isso não quer dizer que haverá danos à saúde, afirma Bartholomay. Vomitar ao sentir um odor nauseante não difere, do ponto de vista médico, de fazê-lo quando se vê algo muito nojento.
As vias respiratórias também não são afetadas só porque o fedor é grande. Bartholomay garante: o único critério para saber se um cheiro ruim faz mal ou não é se os gases que o compõem são tóxicos.
julho 29, 2008
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ambiente, assuntos diversos, poluição, saúde | asfixia, cheiro ruim, gases, nojento, oxigênio, tóxicos, vomitar |
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