Gato de 16 kg ganha fama de ‘Garfield’ na Itália
‘Superbichano’ tem 13 kg a mais que um animal normal de sua raça.
Obesidade entre animais de estimação cresceu 9% em 2007 na Inglaterra.
Garfield, o gato obeso comedor de lasanha das histórias em quadrinhos, ganhou um ‘clone’ no mundo real. Orazi, 16 kg – 13 a mais que um animal de sua raça – mora na cidade de Eupilio, na Itália.
Sua dona, Laura Santarelli, não sabe dizer se Orazi sofre mesmo de obesidade ou se é apenas geneticamente “avantajado”. O bichano, no entanto, consome três vezes mais ração que um animal “normal”.
Segundo reportagem do jornal britânico ‘Telegraph’, Orazi é o símbolo de um problema que tem crescido em todo o mundo: o da obesidade entre animais domésticos.
Só na Inglaterra, há 2 milhões de cachorros acima do peso ideal. Em 2007, uma pesquisa constatou que um em cada três cães sofre de obesidade no país, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior.
A obesidade afeta os bichos domésticos da mesma forma que é prejudicial aos humanos. Cães e gatos obesos têm o coração sobrecarregado, problemas respiratórios, diabetes e artrite.
A solução é consultar um veterinário que, possivelmente, vai recomendar uma dieta especial para o animalzinho acima do peso.
Um cheiro ruim pode matar?
O rio Tietê em dias de calor, uma fábrica de sabão, as proximidades de um curtume, um colega que não toma banho nunca. Alguns cheiros, de tão desagradáveis, podem causar náuseas, mal-estar e brigas mas, decididamente, não fazem mal à saúde.
“Cheiro ruim não mata”, afirma o professor do curso de Medicina do campus de Canoas da Universidade Luterana do Brasil Eduardo Bartholomay.
O cardiologista lembra que, inclusive, há gases muito associados ao mau cheiro que dificilmente podem matar por intoxicação. Um deles é o metano, conhecido por compor até 25% dos puns humanos. Apesar de não ter cheiro sozinho, o metano é bastante fedorento quando acompanhado pelos gases produzidos pela digestão.
Por outro lado, alguns gases perigosíssimos não têm cheiro algum. Um deles é o monóxido de carbono (CO), que praticamente não tem odor e é produzido, por exemplo, com a queima de combustível. Daí a razão de não ser aconselhável permanecer com o carro ligado numa garagem fechada: expor-se a altas doses de CO por algum tempo faz com que o sangue reduza a capacidade de carregar oxigênio, podendo até levar à morte por asfixia.
Mesmo que um cheiro ruim demais faça a pessoa se sentir mal, isso não quer dizer que haverá danos à saúde, afirma Bartholomay. Vomitar ao sentir um odor nauseante não difere, do ponto de vista médico, de fazê-lo quando se vê algo muito nojento.
As vias respiratórias também não são afetadas só porque o fedor é grande. Bartholomay garante: o único critério para saber se um cheiro ruim faz mal ou não é se os gases que o compõem são tóxicos.
Brasil registra recorde de intoxicações por medicamentos
O último relatório da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), ainda não publicado, revela que as intoxicações por remédio bateram recorde. Em todo País, foram 32.884 casos diagnosticados, uma média de três ocorrências por hora.
São Paulo lidera a lista, com 41% dos casos (13.471). Desde o ano 2000, é a primeira vez que o número supera a marca das 10 mil reações. Os dados foram coletados em 2006. As primeiras informações apontam aumento de 30% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 25.179 casos no Brasil.
Para especialistas, um dos motivos que explicam o aumento de intoxicação também justifica a posição do Estado no topo do ranking brasileiro. Quanto melhor o sistema de notificação, maior a estatística. É consenso entre as entidades de saúde que a proliferação de usuários intoxicados por remédios resulta do consumo excessivo, falta de conhecimento sobre as contra-indicações e automedicação
“A cultura de automedicação no Brasil é perversa. Farmácias vendem remédios como qualquer mercadoria”, lamenta Francisco Júnior, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Outro agravante foi identificado no estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Na avaliação de 19 embalagens de remédios, alguns deles de tarja preta, foi constatado que as bulas têm informações incompletas e até incentivam a automedicação. “Na maioria, não constavam todas as contra-indicações, algumas até ignoravam a necessidade de recomendação médica “, fala a coordenadora do Idec, Karina Grou.
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